domingo, 20 de fevereiro de 2011

Golfinhos do Sado

Os Golfinhos do Sado

Os golfinhos ou delfins são animais cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, sendo que existem 37 espécies conhecidas de golfinhos dentro de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.
São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lula, mas alguns preferem moluscos e camarões. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreção químicas dos peixes, presentes na urina e as fezes.
O golfinho possui o extraordinário sentido de eco localização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta frequência ou ultra-sónicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos
Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a “Hematose” a partir do oxigénio presente na atmosfera, tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigénio da superfície.
Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, excepto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam directamente ligados às actividades biológicas básicas.
 Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.
Os predadores dos golfinhos são os tubarões e principalmente o homem.




Golfinhos do

Rinoceronte da Malásia

Espécie em perigo
Rinoceronte da Malásia ameaçados por problemas de reprodução.
A baixa densidade de espermatozóides e outros problemas reprodutivos estão a impedir a gravidez entre os ameaçados rinocerontes da Malásia.
NOTICIAS:
Especialistas num encontro na ilha de Bornéo para discutir como salvar o paquiderme local disseram que uma grave ameaça - para além da caça - é a incapacidade reprodutiva desses animais.

v Talvez porque vivam em locais fragmentados, nas profundezas das selvas, eles raramente têm oportunidade de acasalar.
v Mas os cientistas descobriram também que os rinocerontes machos têm escassez de espermatozóides, enquanto as que fêmeas costumam sofrer de quistos nos seus órgãos reprodutivos
v Tem havido varias tentativas de promover o acasalamento em cativeiro que fracassaram.
v A entidade SOS Rinoceronte afirmou que algumas fêmeas em cativeiro desenvolveram tumores no útero, impedindo a procriação.
v Os animais são tão pouco sociáveis que só no ano passado foram fotografados pela primeira vez.
v Em Abril, a entidade ambiental WWF disse ter filmado o animal pela primeira vez.
v As autoridades dizem que restam entre 30 e 50 rinocerontes nas densas florestas do Estado de Shaba, em Bornéo.
v Cientistas consideram o rinoceronte de Bornéo como uma subespécie do rinoceronte de Sumatra.
v O chifre do rinoceronte, feito de fibras de queratina, a mesma composição do cabelo, tem fama de ter propriedades afrodisíacas e é um ingrediente cobiçado na medicina asiática tradicional.


Abutre-barbudo



O abutre-barbudo é um abutre originário das montanhas da Europa, Ásia e África. Tais abutres possuem plumagem dorsal escura e ventral castanho-clara, cabeça e pescoço emplumados. Também são conhecidos pelos nomes de abutre-das-montanhas, abutre-dos-cordeiros e quebra-ossos. Um pássaro de grande porte, chegando a pesar 12,5 quilos, 1,10 metros de comprimento e uma envergadura que varia entre 2,75 e 3,08 metros.
O abutre-barbudo preenche um ninho ecológico altamente especializado, já que alimenta-se quase exclusivamente de ossos, os quais ele engole inteiros, ou atira ao solo em voo, para comer a medula óssea, uma fonte de proteína não-aproveitada por outras espécies necrófilas. Daí não possuir o pescoço sem penas dos demais abutres, que não lhe conferiria qualquer vantagem evolutiva, já que não coloca a cabeça no interior de carcaças.
 Patrulha áreas montanhosas, em busca de ossos de animais, como a camurça, mortos em avalanches, ou espreita outras aves necrófilas enquanto estas limpam um cadáver.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tartaruga-marinha
Tartaruga-marinha (Cheloniidae) é a família da ordem das tartarugas que inclui as espécies de tartaruga que vivem no mar. O grupo é constituído por seis géneros e sete espécies, todas elas ameaçadas de extinção.

As tartarugas-marinhas habitam todos os oceanos, excepto o Oceano Antárctico, em zonas de água tropical e subtropical. As maiorias das espécies são migratórias e vagueiam pelos oceanos, orientando-se com a ajuda do campo magnético terrestre. A tartaruga-de-couro é a maior espécie, atingindo 2 m de comprimento e 1,5 m de largura, para 600 kg de peso.

Após atingir a maturidade sexual, em muitas espécies apenas por volta dos 30 anos, a fêmea regressa à praia onde nasceu para enterrar os seus ovos na areia. As tartarugas são extremamente fiéis a este local e não nidificam noutras praias. As posturas da tartaruga de Kemp, por exemplo, estão totalmente confinadas a uma única praia na costa do México. A incubação leva cerca de dois meses após o que os juvenis escavam a saída a correm para o mar. A eclosão das tartarugas é um grande acontecimento ecológico e todos os predadores das redondezas (aves, peixes, mamíferos e seres humanos em busca dos ovos) acorrem a estas praias para caçar os juvenis. Calcula-se que apenas 1 em 100 consiga atingir a maturidade.

A sobrevivência das tartarugas-marinhas contínua em risco, após muitos anos de caça intensiva pela sua carapaça, carne (utilizada para sopa) e gordura. Actualmente a caça está controlada mas estes animais continuam a estar ameaçados pelas redes de pesca que matam cerca de 40 000 exemplares por ano. Outra das maiores ameaças é o desenvolvimento costeiro nas áreas de nidificação, que impede as fêmeas de pôr os ovos e impossibilita a sua reprodução.

Condor-da-califórnia 
condor-da-califórnia é uma ave da família Catartídea. É nativo da América do Norte, sendo actualmente encontrado somente na região do Grande Canyon e das montanhas do oeste da Califórnia, nos Estados Unidos, e ao norte da Baixa Califórnia, no México. Apesar de outros membros fósseis serem conhecidos, é a única espécie sobrevivente do género Gymnogyps.




A maior parte de sua plumagem é uniformemente negra, excepção feita apenas às manchas brancas situadas na parte inferior das asas. A cabeça, desprovida de penas, normalmente possui uma tonalidade amarelada, podendo tornar-se avermelhada ou arroxeada, dependendo do humor da ave. Possui a maior envergadura dentre todas as aves da América do Norte, chegando a 2,90 metros, e está entre as mais pesadas do continente, variando de 7 a 14 kg. Alimenta-se de grandes quantidades de carne. Apresenta uma das maiores expectativas de vida entre as aves, podendo ultrapassar os 50 anos.

O número de condores-da-califórnia foi drasticamente reduzido durante o Século XIX, devido à caça, saturnismo e destruição de habitat. Encontra-se na lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) e seu status actual é "criticamente em perigo".[3] A espécie já foi considerada extinta em estado selvagem [4] entre 1987 e 1992. [5]
Cegonha-preta
A cegonha-preta habita em lagos, rios ou regiões alagadas rodeadas por densas florestas. A cegonha preta distribui-se, em Portugal, apenas pelas regiões mais interiores, inóspitas e isoladas. Os troços internacionais dos rios Douro, Tejo e Guadiana oferecem para esta espécie condições privilegiadas, sobretudo devido à fraca perturbação humana que aí se regista e à abundância de locais de nidificação.
É um animal fortemente migrante, exceptuando-se os espécimes da península Ibérica que são residentes
A cegonha-preta é ligeiramente menor que a cegonha-branca. Caracteriza-se pela plumagem branca no ventre e negra com reflexos metálicos no dorso, na cauda, na cabeça e no pescoço. O bico e as patas, de cor vermelho vivo no adulto, são esverdeados e bastante mais claros nos juvenis. A sua plumagem escura e metálica pode, por vezes, reflecte  a luz do sol, fazendo-a parecer bastante clara ao longe.
A sua alimentação é muito semelhante à da cegonha-branca. Inclui uma maior percentagem de peixe e outros seres aquáticos. O seu regime alimentar faz com que estas aves sejam extremamente úteis para a agricultura, pois comem inúmeros insectos e servem como controladores de possíveis pragas. A base da sua alimentação é constituída por crustáceos, anfíbios e pequenos peixes.
A cegonha-preta chega da sua migração em Março, iniciando imediatamente a época de reprodução. Prefere fazer o ninho nas escarpas mais altas e afastadas da civilização humana ou nos ramos dos maiores pinheiros. A incubação dura vinte dias ou pouco mais.
A sua preservação passa essencialmente pela conservação do seu habitat.
Esta espécie encontra-se listada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de Vulnerável